Número de empresas do setor da agricultura e pescas diminui

Subtraídas as empresas não financeiras criadas às empresas extintas na Região Autónoma dos Açores em 2022, verificou-se que passaram a existir menos 242 empresas dentro do setor económico da agricultura e das pescas

O número de empresas do setor da agricultura e pescas diminuiu nos Açores, em 2022, provocado por um aumento significativo do número de extinções de empresas nesta área, neste período, indicam dados da Pordata e do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Ao analisar os nascimentos e extinções de empresas não financeiras, na Região Autónoma dos Açores, por setor de atividade económica (agricultura e pescas; indústrias, construção e energia, e serviços) verificou-se um aumento geral de empresas criadas e extintas.

O total de empresas que foram extintas em 2022 nos Açores foi 3211, um aumento de 9,7% em comparação com o ano anterior. Já no número de novas empresas também verificou-se um acréscimo (14,7%), em termos homólogos, face às 4125 empresas criadas. Ou seja, foi registado um aumento positivo de 914 empresas.

Apenas no setor da agricultura e pescas verificou-se uma diferença negativa entre os nascimentos e extinções, culminando num menor número de empresas nesta área a operar na Região.

Nos Açores, em 2022, especificamente na agricultura e pescas, foram criadas 453 empresas, um aumento de 5,3% face ao período homólogo.

Porém, uma vez que neste setor foram extintas 695 empresas, um aumento de 27,5%, em comparação com o período homólogo, isto significa que há menos 242 empresas nesta área.

Relativamente ao setor das indústrias, construção e energia, houve uma redução no número de empresas extintas, em comparação com 2021 (-1%), mas um aumento no número de empresas criadas (+17,1%) face ao período homólogo, o que originou a existência de mais 145 empresas neste setor.

Quanto ao setor dos serviços, apesar de ter sido registado, em relação com o período homólogo, um aumento no número de empresas extintas (+6,6%), também houve um acréscimo no número de empresas criadas (+15,9%), em maior proporção, o que resultou numa diferença positiva de mais 1011 empresas nesta área, nos Açores.

De acordo com o INE, consideram-se empresas extintas aquelas que cessaram a sua atividade. Não se incluem empresas que cessaram a sua atividade devido a mudança de atividade, fusão, aquisição maioritária, dissolução ou reestruturação de um conjunto de empresas.

Número de empresas ‘sobreviventes’ aumenta

O número de empresas sobreviventes (que se mantêm em atividade após 12 meses de existência) aumentou na Região Autónoma dos Açores em 2022.

Segundo estatísticas da Pordata, foram registadas 2723 empresas sobreviventes nos Açores, o que equivale a um aumento de 23,2% face ao período homólogo.

Este aumento foi geral a todos os setores económicos nos Açores, mas o dos serviços foi o que registou o maior aumento (25,5%), face ao período homólogo, totalizando 2106 empresas sobreviventes.

Já o setor da agricultura e das pescas teve 339 empresas sobreviventes, o que significa um acréscimo de 18,9%, em termos homólogos.

Por último, também o setor das indústrias, construção e energia registou um aumento no número de empresas sobreviventes (+12%), face ao período homólogo, tendo sido registadas 278.

Analisando por ilhas, somente as Flores (-7%) tiveram menos empresas sobreviventes, face a 2021.

São Miguel foi a ilha que registou o maior número de empresas sobreviventes, totalizando 1408 empresas, mais 265 do que em 2021 e um acréscimo de 23,1%.

No entanto, o maior aumento percentual pertence à ilha do Pico, que passou de 132 para 198 empresas: um acréscimo de 50%, em termos homólogos.

As restantes ilhas do arquipélago açoriano também apresentaram mais empresas sobreviventes, em relação ao período homólogo: Corvo (+42,8%), São Jorge (+26,1%), Santa Maria (+22,9%), Terceira (+21,1%), Faial (+18,3%) e Graciosa (+5,7%).

Santa Maria foi a única ilha com mais empresas extintas do que criadas

Santa Maria foi a única ilha dos Açores em que houve mais empresas não financeiras extintas do que criadas no ano de 2022.

Nesse período, na ilha, foram criadas 96 empresas e extintas 102, o que culminou na existência de menos seis empresas.

Já São Miguel foi a ilha com o maior acréscimo de empresas, depois de subtraídas as criadas às extintas, totalizando mais 585 empresas.

Realça-se ainda que as Flores (+18 empresas) e a Graciosa (+11) registaram números positivos, depois de em 2021 terem uma diferença negativa entre empresas criadas e extintas, de seis e nove empresas, respetivamente.

As restantes ilhas: Terceira (+194), Faial (+70), Pico (+54), São Jorge (+15) e Corvo (+3) também tiveram resultados positivos.

 

Açoriano Oriental (02/02/2024)