Hóspedes e dormidas superaram valores de 2019 na hotelaria, no espaço rural e no turismo de habitação

Em julho, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões. O Algarve concentrou 33,1% das dormidas, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa com 22,7%, o Norte com 15,6%, a Região Autónoma da Madeira registou 10,5% e o Centro 10,0%.

Comparando com julho de 2019, apenas o Algarve registou um decréscimo de -4,5%. Os aumentos mais expressivos ocorreram na Madeira com +21,0%, no Norte com +14,9% e no Centro com +10,6%.

Relativamente às dormidas de residentes, registaram-se aumentos em todas as regiões, destacando-se a Região Autónoma da Madeira que registou +78,6%, o Centro com +22,4%, o Norte com +21,2%, Lisboa com +12,7% e o Alentejo que registou +12,6%.

As dormidas de não residentes aumentaram +11,3% no Norte, na Madeira +11,1%, em Lisboa +2,8% e na Região Autónoma dos Açores +0,2%, tendo-se observado as maiores diminuições no Algarve com -8,3% e no Alentejo que registou -7,4%.

A estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,85 noites) aumentou 2,5% (+6,6% em junho). A estada média dos residentes (2,40 noites) reduziu 6,6% e a dos não residentes (3,15 noites) aumentou 0,2%.

Na Madeira e no Algarve, as estadas médias atingiram os valores mais elevados: 4,92 e 4,28 noites, respetivamente.

No todo nacional, o setor do alojamento turístico registou 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas em julho de 2022, correspondendo a aumentos de 85,4% e 90,1%, respetivamente (+97,6% e +110,7% em junho, pela mesma ordem).

Face a julho de 2019, registaram-se aumentos de 6,3% e 4,8%, respetivamente.

Em julho, o mercado interno contribuiu com 2,9 milhões de dormidas (+9,1%) e os mercados externos totalizaram 5,7 milhões (+205,2%). Face a julho de 2019, o mercado interno cresceu 15,8% e os mercados externos atingiram o mesmo nível de 2019.

Nos primeiros sete meses de 2022, as dormidas aumentaram 194,3% (+58,5% nos residentes e +406,2% nos não residentes).

Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 4,4%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-9,4%), dado que as de residentes cresceram 7,8%.

Em julho, 12,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (22,1% em julho de 2021).

Fonte: Diário dos Açores