Venderam-se menos mil viaturas novas em 2020

No ano passado venderam-se nos Açores menos 1.087 viaturas novas, uma queda de 22%.

Segundo dados revelados ontem pelo SREA, o ano de 2020 terminou com a venda total de 3.651 automóveis novos, quando no ano anterior tinham sido 4.738 novas viaturas.

Em Dezembro voltou a registar-se uma queda nas vendas homólogas, de 423 para 371 viaturas, confirmando a tendência anual.

Apenas em Janeiro, fevereiro e setembro se registaram aumentos na venda de carros novos na região, enquanto nos restantes meses houve fortes quebras, com destaque para Abril, início da pandemia, em que se venderam apenas 110 viaturas, quando no mesmo mês do ano anterior tinham sido 365.

Os meses em que mais se venderam viaturas em 2019 foram Junho (601) e Julho (551), mas no ano passado estes meses ficaram-se por 299 e 386 respectivamente.

Os ligeiros de passageiros registam a maior queda, com 3,872 viaturas vendidas em 2019 e apenas 2.920 no ano passado.

As viaturas mistas aumentaram de 7 para 13, os ligeiros de mercadorias caíram de 699 para 585 e os pesados de mercadorias cresceram de 21 para 24.

Os pesados de passageiros tiveram uma queda de 50%, passando de 14 para 7 no ano passado.

Os mistos comerciais passaram de 7 para 9 e noutras categorias passaram de 113 para86.


Maior queda em Portugal

Em Portugal a queda foi maior do que nos Açores.

O ano que findou registou uma queda global de 33,9% em relação a 2019, com apenas 176.992 veículos novos ligeiros e pesados vendidos.

Só em Dezembro, essa quebra chegou aos 19,4%, correspondente a 18.290 viaturas.

De todas as marcas comercializadas no nosso país, apenas quatro, e todas elas de luxo – Porsche, Ferrari, Aston Martin e Bentley –, não viram as vendas caírem.


Renault e Peugeot os mais vendidos

Apesar das quebras registadas, a Renault voltou a ser a marca mais vendida em Portugal, seguida da Peugeot e Mercedes, e o segmento de luxo mostrou-se resistente.

Nos ligeiros de passageiros, a Renault voltou a destacar-se.

A marca francesa manteve-se líder da tabela, mas viu a vendas caírem 35,8% e a sua quota de mercado baixar de 12,96% para 12,80%, segundo o Jornal de Negócios.

A medalha de prata foi para a Peugeot que também sentiu o abalo da Covid-19 - registou uma quebra na ordem dos 33%, mas subiu a quota de mercado dos 10,58% para os 10,90%.

O pódio fica completo com a Mercedes, a terceira marca de carros mais vendida no país.

Neste caso, as vendas recuaram 17%, apesar do peso de mercado ter subido de 7,4 para 9,46%.

A BMW aparece em quarto lugar, com uma quebra de 24,5% nas vendas, e a francesa Citroen na quinta posição, depois de ter registado uma queda de 41,1%.

No sexto lugar a Nissan (-28,5%), no sétimo a Fiat (-53,1%), e em oitavo lugar a Seat (-37,6%).

A Volkswagen (-32,8%) e a Ford (-27,3%) fecham o Top 10, na nona e décima posição, respectivamente.


Marcas de luxo resistem à crise

Outros dados da ACAP, citados pelo Dinheiro Vivo, indicam ainda que só três marcas, todas no segmento de luxo, conseguiram aumentar as vendas no ano passado.

Foram a Porsche, Ferrari e Aston Martin. A Porsche vendeu 831 carros, contra os 749 de 2019.

Um carro desta marca custa, em média, um mínimo de 70 mil euros.

Já a Ferrari vendeu 30 unidades, mais quatro do que em 2019, e a Aston Martin conseguiu vender mais um carro, passando das seis para as sete matrículas em 2020.

No total, e segundo a publicação, as marcas de luxo – entre elas estão também a Bentley, Lamborghini e a Maserati – venderam 911 automóveis no ano passado, mais 8,9% do que em 2019.


Fonte: Diário dos Açores