Empresários dos Açores querem que retoma da economia seja "prioridade"

A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) defendeu esta quarta-feira que a retoma da economia deve ser a “prioridade” que se segue, uma vez que o controlo da pandemia da Covid-19 tem vindo a “registar progressos”.

Em nota de imprensa, emitida na sequência da reunião da direção da CCIA, refere-se que o processo de controlo da propagação do vírus “tem vindo a registar progressos muito significativos em toda a Europa" e "Portugal já entrou, em pleno, na fase de desconfinamento nacional total e de abertura de todas as atividades”.

No caso específico dos Açores, o processo de controlo ”evolui em ritmo acelerado para a eliminação total das cadeias e dos casos identificados” e a “ausência de casos na testagem alargada no sistema de ensino é sintomática da inexistência de quaisquer cadeias ativas ou mesmo casos isolados”.

Nesse contexto, a CCIA entende que a “retoma da economia passa a ser uma prioridade que se segue para que sejam minorados os prejuízos elevados no sistema económico, com reflexos inevitáveis na capacidade de produção e de prestação de serviços”.

A ausência de retoma gera “consequentes implicações para os empregos de mais de uma dezena de milhar de trabalhadores, que podem chegar ao ponto de deixar de poder viver nos Açores, por falta de oportunidades, como aconteceu na última crise com o colapso da construção civil”.

Segundo o organismo representativo do tecido empresarial, o setor do turismo “está à beira de uma situação catastrófica, com implicações muito sérias para o emprego nos Açores”.

“Este setor, direta e indiretamente, segura cerca de 20.000 postos de trabalho, e mais de 12% de toda a riqueza gerada. A poupança de muitas famílias dos Açores está também ameaçada numa multiplicidade de empreendimentos de alojamento local, de restauração e de diversas outras atividades. Não haverá crédito suficiente para amparar, sem perdas avultadas, um efeito da quebra de 60 a 80% do negócio deste setor”, conclui a CCIA.

O organismo considera que se “torna-se agora imprescindível a programação, com a devida antecedência e em horizonte curto, da reabertura total”, numa primeira fase das viagens interilhas, de avião noutra e, posteriormente, do mercado nacional, seguido do internacional.


Fonte: Lusa / AO Online