Aumento do Custo de Transporte Marítimo de Mercadorias - Setor Automóvel

Foi com muita preocupação que a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) teve conhecimento, através de empresários do ramo automóvel, que as empresas ligadas a operações portuárias, nomeadamente estiva, desde meados do mês de Março, não estão a aceitar carga geral, viaturas ligeiras e pesadas para embarque nos navios, nem manuseamento de qualquer carga geral, viaturas ligeiras e pesadas a desembarcar de navios (carga descontentorizada), derivado da situação de pandemia provocada pelo novo coronavírus, com o objetivo de diminuir a exposição dos seus colaboradores a um possível contágio e infeção.

Este constrangimento está a provocar graves prejuízos financeiros às empresas afetadas, para além dos danos que já estão a sofrer derivado dos efeitos da pandemia COVID-19, pelo facto de os veículos terem que ser transportados em contentor, e de este transporte ter um preço muito mais elevado.

Considera a CCAH que este “bloqueio” não é razoável, tendo em conta que existem meios de proteção individual que podem e devem ser utilizados pelos trabalhadores que manuseiam a carga, incluindo veículos, para evitar o contágio do vírus, à semelhança do que é feito por muitos setores de atividade cujo funcionamento não pode parar; para além de que o transporte marítimo de mercadorias da e para a Região Autónoma dos Açores é uma atividade considerada essencial, permitida pelo Estado de Emergência decretado.

Defendemos, portanto, que as condições de transporte de todo o tipo de carga para as ilhas deve ser mantido como dantes, assegurando as empresas portuárias o devido equipamento de proteção individual aos seus trabalhadores, e caso não seja possível, a alteração de preços do transporte de veículos em contentores, como de carga geral descontentorizada se tratasse. Alertamos igualmente que caso esta situação se mantenha, iremos estar atentos a eventuais situações de especulação de preços de carga contentorizada de e para a Região, denunciando essas práticas às autoridades competentes.