Números do Turismo na Ilha Terceira são preocupantes

A Direção da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) reuniu recentemente, tendo sido abordados diversos assuntos de interesse para a atividade económica regional, sobretudo relacionados com a síntese dos indicadores estatísticos regionais, entre os quais se destacam:

- Sinais positivos de recuperação da economia, sobretudo ao nível do aumento da população empregada e decréscimo da taxa de desemprego, evolução volume vendas no comércio, aumento nas vendas de automóveis novos e também das exportações.

- Preocupação acerca dos dados do turismo, especialmente nas Ilhas Terceira e Graciosa. Os proveitos na Ilha Terceira apresentaram quebras consideráveis no primeiro trimestre deste ano, mesmo apesar do ligeiro aumento de dormidas nesse período, traduzindo a situação angustiante do setor hoteleiro da Ilha, obrigado a uma constante baixa de preços para captação de clientes. Para além disso, em ambas as Ilhas verifica-se uma excessiva da dependência do mercado nacional resultado da diminuição de turistas estrangeiros. Paralelamente, verifica-se uma discrepância cada vez maior entre os dados do turismo (número dormidas, taxa ocupação-cama e proveitos) na Ilha de São Miguel, mesmo antes do início da operação low-cost, em relação às restantes oito Ilhas dos Açores.
Nesse sentido, a Direcção da CCAH, considera fundamental uma política séria do Governo Regional dos Açores para captação de operação charter para a Terceira. Os indicadores reforçam a urgência de colocação de, pelo menos, três voos charter semanais a voar para a Ilha Terceira, anualmente. Só com estas operações a Terceira conseguirá mitigar o efeito de sazonalidade, aumentar a estadia média e garantir uma ocupação mais próxima dos mínimos necessários para a sustentabilidade do sector do turismo.

- Congratulação em relação à promoção da Atlanticoline (30% de desconto nos bilhetes de Adultos e Kikos para as viagens de ida e volta) para o período das Sanjoaninas.

- Foram, também, avaliados os constrangimentos, cada vez maiores, na competitividade logística da Terceira, quer ao nível do mercado interno (Açores), quer na sua ligação com o exterior. O modelo atual não responde às necessidades dos empresários das Ilhas Terceira, São Jorge e Graciosa, nem ao nível da importação nem da exportação.