Candidaturas ao VITIS abrem a 11 de novembro, anuncia João Ponte

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou hoje que abre a 11 de novembro o novo período de candidaturas ao Regime de Apoio à Reestruturação e à Reconversão das Vinhas (VITIS), com uma dotação global de quatro milhões de euros, para dar continuidade ao desenvolvimento de um setor com grande dinamismo económico nos Açores.

“A dotação orçamental para este aviso do VITIS permitirá reconverter mais cerca de 150 hectares de vinha, dando continuidade ao trabalho de crescimento de um setor tão emblemático e importante para a preservação ambiental, a manutenção da paisagem, o desenvolvimento económico e a criação de emprego e de riqueza”, afirmou João Ponte, que falava à margem da visita às vinhas experimentais e à adega do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Terceira, nos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória.

No primeiro dia da visita do Governo Regional à ilha Terceira, o governante salientou que este aviso do VITIS dará prioridade a projetos em ilhas como a Terceira, Graciosa, São Jorge, Faial, São Miguel e Santa Maria, todas com potencial vitivinícola que merece ser mais aproveitado e desenvolvido.

Por outro lado, o Secretário Regional revelou que será alargado o período de obrigatoriedade de manutenção da parcela de vinha objeto de apoio no âmbito do VITIS em exploração normal, de sete anos após a aprovação do projeto para 10 anos após a plantação da vinha, e que serão privilegiados os projetos que apostem nas denominadas castas tradicionais.

“Com estas medidas, o Governo dos Açores considera que estão a ser dados passos importantes, desde logo, para o desenvolvimento da vitivinicultura em toda a Região, bem como para proteger as castas tradicionais e garantir a sustentabilidade deste setor”, considerou João Ponte.

Relativamente à vitivinicultura na ilha Terceira, referiu que os técnicos do Serviço de Desenvolvimento Agrário da ilha têm dado um apoio direto aos viticultores muito relevante, nomeadamente ao nível da recolha de amostras de solos, aconselhamento quanto às fertilizações, identificação de pragas, bem como recomendações de práticas culturais e utilização de produtos fitofarmacêuticos.

“Temos vindo a replantar os campos experimentais do Serviço de Desenvolvimento Agrário da ilha Terceira, principalmente com as castas tradicionais, indo ao encontro do que está a ser feito pelos viticultores, bem como a fazer um esforço para tentar recuperar, por exemplo, o Verdelho Roxo, que está em risco de acabar”, referiu João Ponte, adiantando que na base do trabalho está a melhoria das condições e das técnicas de cultivo das castas para a elaboração de vinhos de qualidade e diferenciados.

Por outro lado, disse João Ponte, estes campos experimentais, por terem vinhas em diferentes idades, diferentes sistemas de condução e várias castas, possuem boas condições para a formação dos viticultores, principalmente os que se instalaram mais recentemente através do VITIS.

 

Fonte: GaCS/RM